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INVESTIR EM S.TOMÉ
São Tomé e Príncipe tem-se virado, com sucesso, para o
turismo como uma das bases do seu
desenvolvimento. Nos últimos anos,
multiplicou-se o número de unidades
hoteleiras e existem projectos para a
construção de novos empreendimentos, estando
previstas obras importantes no domínio da
hotelaria, com a abertura de novas e
luxuosas unidades e de um casino.
Com a recente descoberta de jazidas de petróleo nas
suas águas abriram-se novas perspectivas
para o futuro. Nos últimos três anos, de
quatro blocos num total de vinte e cinco da
zona conjunta de exploração, já couberam a
S. Tomé cerca de 60 milhões de euros, um
valor praticamente igual ao produto interno
bruto.
As autoridades de S.Tomé apostam fortemente numa
economia aberta e liberal, o que passa
também pela área financeira, de que a
criação de um centro de negócios off-shore e
de uma zona franca são exemplos. Vai assim
longe o tempo em que este pequeno país
africano, dispondo de uma situação
geográfica privilegiada, a 300 km da costa
ocidental de África, a meio caminho entre a
Europa e a América do Sul, sobre a linha do
Equador, dispondo de um clima e uma beleza
natural excepcionais, dependia da
monocultura, primeiro a cana-de-açúcar e
depois o cacau.
Com uma população de cerca de 160.000 habitantes e uma área
total de 960 Km2, mais de metade da qual
cultivada e uma área florestal de 270 Km2,
S. Tomé e Príncipe vem apresentando, nos
últimos anos, apreciáveis taxas de
crescimento do seu produto interno – 46,5
milhões de dólares em 2000 e 62,3 milhões de
dólares em 2004, apresentando, neste ano, um
crescimento anual de 4,5%, que compara com
os 3,0 de performance registados em 2000).
Também o rendimento “per capita” tem
evidenciado uma evolução positiva, sendo de
390 dólares em 2004.
É o sector dos serviços aquele que mais contribui, em
termos de valor acrescentado, para o produto
interno (já atingia 66,7% em 2003),
apresentando uma progressão apreciável no
contexto global da economia. A agricultura e
a indústria têm visto decair sensivelmente o
seu contributo (17,1% e 16,2%
respectivamente em 2003). A economia do país
é ainda muito dependente das importações
(oriundas sobretudo da União Europeia com um
lugar de destaque para Portugal): as
importações de bens e serviços superam os
90% do produto interno e as exportações
atingem quase 40% do mesmo.
As autoridades de S. Tomé vêm fazendo um esforço
apreciável para melhorar infra-estruturas e
equipamentos básicos, sobretudo na saúde,
educação e rede de transportes. A esperança
de vida da população vem aumentando
gradualmente (era de 58 anos em 1980 para os
homens e de 61 anos para as mulheres,
passando, em 2004, para 62 e 64 anos
respectivamente). As despesas de saúde “per
capita” atingem os 93 dólares e representam
8,6% do produto interno. Não existem casos
de HIV, um flagelo que atinge a maior parte
do continente africano, nesta pequena
república. O Governo tem procurado
incrementar a taxa de escolaridade e o nível
de formação dos activos. No que respeita à
rede de transportes o aeroporto de São Tomé
recebe os grandes voos comerciais,
existindo, em cada uma das ilhas, um
aeródromo. A rede fixa de estradas perfaz
fora das localidades um total de 117 km
(desses 110 km São Tomé, Príncipe).
O que mais sobressai na economia de S. Tomé é o aumento
rápido do investimento directo estrangeiro
ao longo dos últimos anos. Os fluxos
líquidos de investimento estrangeiro
passaram de 4 milhões de dólares em no ano
2.000 para 54 milhões de dólares em 2.004. O
país apresenta um código de investimento
estrangeiro muito apelativo, bem como
interessantes indicadores no que respeita a
condições de enquadramento e facilidade de
comunicações: cerca de 80% dos residentes
subscrevem assinaturas de telemóvel e a
adesão à Internet é quase total.
Para além das vantagens naturais de excepção (geográficas,
climatéricas e ecológicas), S. Tomé e
Príncipe apresenta uma outra vantagem de
relevo para a captação de investimento e
desenvolvimento económico: uma situação
política deveras estável. Com efeito, a
existência de uma democracia parlamentar
assegura um enquadramento e uma estabilidade
políticas muito favoráveis ao
desenvolvimento de negócios com S. Tomé e
Príncipe. Se as contingências de ascenção à
independência nacional, em 12 de Julho de
1975, levaram S. Tomé e Príncipe a adoptar o
modelo então prevalecente não só em África
como generalizadamente na maioria dos países
em desenvolvimento a
eleição, em Julho de 1975, da Assembleia
representativa do povo de S. Tomé e
Príncipe, com poderes constituintes e
inserida em lugar cimeiro de entre os órgãos
do poder do Estado, era prova inequívoca de
que a aspiração do povo são-tomense era um
regime verdadeiramente democrático.
Volvidos quinze anos, viria a tornar-se realidade
a instauração de um regime de democracia
pluralista. |
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